Lançamento de livro

 

A Corporeidade & Subjetividade dos Estudantes dos cursos de Pedagogia e Psicologia

Neste livro analisou-se os temas “corporeidade e subjetividade” dos estudantes dos cursos de Pedagogia e Psicologia, que buscam na educação o conhecimento para melhor inserção no mercado de trabalho e melhores condições de vida.
Estudar a temática “corporeidade e subjetividade” se torna importante, por ser no corpo que se expressam as necessidades humanas e é para ele que convergem, tanto interesses sociais, como políticos e econômicos, assim como é nele que se acumula uma série de práticas e de discursos.

Editora Appris. https://www.editoraappris.com.br/produto/189-a-corporeidade-subjetividade-dos-estudantes-dos-cursos-de-pedagogia-e-psicologia

 

 

 

Do sentido para a morte para o sentido da vida – MARIA CLARA JOST

O presente livro intitulado: “Do sentido para a morte para o sentido da vida: possibilidades de reconfiguração do sentido existencial de adolescentes e jovens autores de ato infracional” é baseado na tese de doutorado em psicologia defendida pela PUC-MG (2014).

Fundamentando-se na proposta teórico-metodológica da fenomenologia de Edmund Husserl e antropologia fenomenológica de Edith Stein, investigaram-se as possibilidades de reconfiguração do sentido existencial de adolescentes/ jovens autores de ato infracional, do sexo masculino, após seu envolvimento e afastamento do contexto do crime.

Ao longo do texto aborda-se a problemática do sentido, desde suas implicações histórico-filosóficas às análises antropológico-fenomenológicas steinianas, destacando suas análises referentes ao processo de configuração do sentido humano, finalizando com as considerações franklianas sobre o sentido existencial na perspectiva da psicologia clínica. Discute-se, igualmente, o problema da adolescência e juventude envolvida com ações infracionais e a violência, pontuando-se as questões multifatoriais que compõem esta contextura. Nesse âmbito, descrevem-se os universos simbólicos e as províncias de significado específicas que compõem realidades objetivas e subjetivas destruidoras do si mesmo e do outro, engendrados em um entorno existencial problemático, distinguido por carências materiais e afetivas. Denota-se, portanto, uma complexa trama constituída de determinismos múltiplos que têm dificultado a percepção de possibilidades de solução e incrementado o conflito social e a vitimização letal de jovens de diversos segmentos sociais.

Os resultados das análises fenomenológicas das entrevistas identificaram experiências que se vinculam a acontecimentos mobilizadores do humano, implicando em exigências da reconfiguração de si mesmo, do sentido do vivido e do posicionamento existencial, afirmando-se a possibilidade da reconfiguração do sentido existencial, a partir da emergência do núcleo do eu, este capacitado a romper com determinismos psíquico-sociais já conformados, a despeito de entornos existenciais não favoráveis a realização de si mesmo.

 

Introdução à Fenomenologia – Angela Ales Bello

“Uma dificuldade para estudar a Fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938) é que ele nunca chegou a escrever uma obra apresentando todo o seu percurso investigativo. Seus livros são resultado de compilações de esboços de aulas ou de suas anotações pessoais. Muito de sua vasta obra, atéhoje, não chegou à publicação. Como sua análise é muito detalhada, atentando com rigor para cadaaspecto, ele nunca chegou a formular uma síntese geral e isso difcul ta conhecer o pensamento

husserliano.Essa Introdução quer contribuir com a apresentação do processo investigativo, em todo o arco do processo metodológico, empreendido pelo fundador da Fenomenologia, de tal modo que as análises típicas de cada passo sejam examinadas com rigor, sem se perder o horizonte de totalidade.

 

 

 

Subjetividade do professor em tempos de violência na Escola Pública – Célia Auxiladora dos Santos Marra

 A família e a escola são os primeiros e mais importantes pilares da
educação do ser humano. Assim, a atenção da sociedade deve se voltar
para essas duas instituições, para que possam cumprir com competência
sua função social. Com essa preocupação, esse livro enfoca a subjetividade
docente na escola pública, atingida pelas violências em seu meio. A
despeito da situação de vulnerabilidade vivenciada nesse contexto, os
educadores têm se esforçado por cumprir sua função social e, por vezes,
têm pago um preço alto face a esses fenômenos. Ao contemplar os
professores implicados nas situações de violência, a investigação
constatou esforços criativos nos processos educativos, e surpreendeu ao
verificar também processos educativos contraditórios, aparentemente
direcionados a uma mesma finalidade. Desta forma, lança luzes para a
compreensão da subjetivação docente em meio às violências escolares, e
aponta possibilidades de ressignificação da tarefa educativa face às
dificuldades e às demandas da contemporaneidade.

 

Assim como nossos pais? Conjugalidade e Transgeracionalidade: da psicanálise à fenomenologia

Este estudo objetivou apreender as possibilidades de uma ação criativa para a reconfiguração se si mesmo e de outras dinâmicas de conjugalidade frente a herança psíquica intrafamiliar parental e ancestral, especificamente aquela que se mostra desfavorável à autoformação em direção a tornar-se si mesmo e à configuração das relações amorosas. Esta pesquisa afirma a impossibilidade de se ter uma leitura simplista da conjugalidade, de manter o isolamento do indivíduo versus social e de reduzir a subjetividade a qualquer determinação psíquica e/ou social. Examinou-se na teoria da psicanálise familiar os estudos sobre o fenômeno da transmissão psíquica entre gerações e suas implicações na formação das subjetividades e conjugalidades. Em seguida, buscou-se nas obras de Edith Stein a compreensão da estrutura da pessoa humana e do processo de autoconfiguração, enfatizando o nascimento e a formação da vida psíquica por meio da intersubjetividade em conexão com os processos culturais. A coexistência entre as leis psíquicas e leis espirituais permitiu o entendimento do processo de transmissibilidade, apropriação e transformação da vida psíquica, elevando a questão da identificação e repetição para além do estrato sensível da esfera psíquica. Além disso, a pesquisa de campo em interlocução, sobretudo com a psicologia fenomenológica de Edith Stein, traz significativas contribuições para a psicologia clinica e social na compreensão do fenômeno da transgeracionalidade nas relações de conjugalidade.

 

Abordagem Gestáltica do Corpo – Lorena Schalken e Adela Pimentel

Esta obra tem várias origens: o auto reconhecimento corporal das autoras; a realização da pesquisa qualitativa: Intervenção Interdisciplinar em Saúde Mental: clínica da corporeidade e dos sentidos da depressão para usuários e familiares pelas autoras do livro, a facilitação de workshops em Gestalt-terapia realizados na clínica escola da Universidade Federal do Pará, e a dissertação de Mestrado em Psicologia, intitulada Meu corpo, meu lugar: uma compreensão gestáltica acerca do sentido dos sintomas corporificados da depressão, produzida pela primeira autora do livro, sob orientação da segunda autora. É um livro que tematiza o esquecimento do corpo, embora paradoxalmente seja no corpo que se dê a expressão das vicissitudes associadas às lembranças de situações inacabadas, dores existenciais, perdas afetivas, apatia, manifestações presentes em várias doenças, entre elas a depressão, o canal que utilizamos para realizar uma oficina psicoterapêutica de orientação gestáltica, em prol do reconhecimento de si.
Desejamos que a escritura contribua para fortalecer o compromisso dos profissionais da área da saúde de revisar continuamente seu fazer na clínica, bem como o ponto de vista holístico em Gestalt-terapia, e para a compreensão da vivencia da depressão como uma dinâmica multifacetada, oriunda dos efeitos dos modelos econômicos e relacionais baseados no capitalismo financeiro e na tecnociência.

 

Psicologia Fenomenológica e Saúde: Teoria e Pesquisa – Joelma Ana Gutiérrez Espindula (organizadora)